16h00

Médico baiano garantiu 1º medalha da Bahia em Tóquio; Renê Pereira foi bronze no Remo

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O médico baiano Renê Campos Pereira, garantiu a primeira medalha do estado nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que foram adiados para 2021, em função da pandemia. Nascido em Itapetinga, no Sudoeste do estado, Renê foi o primeiro baiano ao subir no pódio das Paralimpíadas, ao conquistar o bronze no remo individual skiff simples PR1M1x, prova para atletas com função mínima ou nenhuma função de tronco. O bronze foi a primeira medalha individual do remo paralímpico brasileiro.

No entanto, a caminhada do médico baiano começou há cerca de 10 anos, quando iniciou sua trajetória no remo adaptado. Inicialmente, o objetivo de Renê era chegar aos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Na oportunidade, chegou à final e ficou em sexto lugar.

Sendo assim, quis o destino, que o desejo da sonhada medalha olímpica ficasse para esta edição dos Jogos. Mas, engana-se quem acredita que foi uma caminhada fácil, isso porque Renê contraiu covid-19 em outubro último. Neste momento, o papel de médico falou mais alto, e Renê monitorou o próprio quadro clínico, torcendo para não haver sequelas que o tirassem da Paralimpíada.

A conquista do médico baiano fica ainda mais especial, frente à grande dedicação de Renê durante o ano passado, em que teve que treinar em casa, utilizando simuladores de Remo, por conta da suspensão de seus treinos no Parque de Pituaçu (em função da pandemia). 

Neste ano, no mês de janeiro, uma alternativa encontrada por Renê para intensificar sua preparação foi mudar-se para uma casa no Litoral Norte, pela oportunidade de treinar numa lagoa e, enfim, ter contato do remo com a água. Faltavam aproximadamente oito meses para a Paralimpíada. Durante todo esse período, o médico precisou estar longe da esposa e dos dois filhos. 

Chegada à competição, aos 41 anos, todo esforço de Renê foi recompensado, completando os 2 mil metros da prova em 10min03s54. O ouro ficou com o ucraniano Roman Polianskyi (9min48s78), campeão também no Rio 2016. A prata, assim como em 2016, ficou com o australiano Eric Horrie (10min00s82).

Em seu Instagram, após a conquista, Renê falou sobre o caminho percorrido. “Foram muitas abdicações, dedicação que percebi ter valido a pena. Estou processando tudo que está acontecendo e feliz demais pelo carinho e felicitações de todos. Por hoje apenas Gratidão. A ficha aos poucos está caindo”, disse o medalhista. 

Trajetória

Nascido em 27 de junho de 1980, a trajetória do médico baiano no esporte teve início em 2008 na natação, após ter descoberto, quando ainda cursava Medicina na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, que tinha um abcesso na medula, que lhe tirou o movimento das pernas. Mais tarde, Renê optou pela residência em ortopedia.

Esta é a segunda paralimpíadas de Renê Pereira Campos, que já é vice-campeão mundial de Remo, pentacampeão brasileiro e tricampeão Sul-Americano. Nos jogos paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o médico conquistou a 6ª posição na final. Atualmente, Renê é 5º no ranking mundial.

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